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Stéphanie Decourteille par Hélèna Vallés
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Stéphanie Decourteille

(Photo : Hélèna Vallés)

O BIG BANG nasceu de uma vontade muito simples: criar um espaço onde os artistas possam dedicar tempo à pesquisa, evoluir e afirmar o seu próprio percurso artístico.

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Desde o início, esta vontade tem estado no centro do programa. Quis reunir, num formato curto e intensivo, o aperfeiçoamento técnico, a criação de um solo e a descoberta de outras práticas artísticas. A técnica ocupa um lugar importante, sobretudo na dança contemporânea, enquanto a multidisciplinaridade alimenta a pesquisa, abre novas perspetivas e incentiva a experimentação e o risco artístico. Interessa-me perceber como estas diferentes experiências se podem cruzar e enriquecer umas às outras.

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Para mim, a criação de um solo é uma oportunidade de olhar para dentro, de questionar e afirmar a nossa identidade artística. É um tempo que escolhemos dedicar inteiramente à nossa prática.

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Acredito muito no que pode nascer do encontro entre artistas com percursos e culturas diferentes. Esta dimensão internacional enriquece tanto a experiência humana como a prática artística. Ao longo das várias edições, tenho visto relações criadas durante o BIG BANG prolongarem-se muito para além do programa.

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É igualmente importante para mim que o BIG BANG seja um espaço de confiança, onde cada pessoa se sinta livre para experimentar, arriscar na sua pesquisa e desenvolver a sua prática ao seu próprio ritmo.

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Gostaria que cada artista terminasse esta experiência com mais ferramentas, mais confiança no seu percurso, naquilo que procura e no que deseja expressar, tanto a nível humano como artístico.

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Stéphanie Decourteille 

Fundadora e diretora artística

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